“Jesus respondeu: Nem
ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de
Deus”. João 9:3
Há coisas, na Bíblia,
que desafiam nossas necessidades lógicas. Uma delas é a revelação de que o Senhor
tem autoridade sobre tudo e sobre todos, no nosso mundo conhecido. Uma
afirmação assim absoluta incomoda a infraestrutura de alguns sistemas
teológicos, ou de algumas comunidades religiosas, estudados pela história da religião.
Para alguns estudiosos, Deus é o Senhor do bem e, por
causa disso, nunca deverá ser relacionado com o problema do mal.
O episódio da cura de
um cego de nascença, realizado por Jesus, difere dos Seus outros
milagres por causa da explicação dada por Ele. “Ao passar, Jesus viu um cego de
nascença. Seus discípulos lhe perguntaram – Mestre, quem pecou: este homem ou
seus pais, para que ele nascesse cego? Disse Jesus: Nem ele, nem seus pais
pecaram, mas isto aconteceu para que a glória de Deus se manifestasse na vida
dele” (João 9:1-3).
A resposta de Jesus
nos autoriza a concluir que a vontade de Deus, para se manifestar, independe
das circunstâncias deste mundo. O Senhor revela Sua vontade e Seu
poder utilizando dados e fatos que, na nossa ignorância e limitação, nunca
demonstrariam relação com Suas características e Seu
poder. Porque, se Ele permitiu o nascimento de uma pessoa cega para,
eventualmente, mostrar-lhe Sua misericórdia e Seu
poder, limitar as áreas de atuação da Sua providência não tem base
bíblica. Por isso, Paulo escreveu: “Todas as coisas contribuem, conjuntamente,
para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28). Para completar, lembremo-nos que o Senhor usou Ciro, um rei
não judeu, para libertar Seu povo do cativeiro babilônico (Isaías 45:1). Todas as coisas, realmente, contribuem para a glória e o
cumprimento da vontade de Deus.
Pr. Olavo Feijó
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