“O
Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é a
minha rocha, em que me refugio; o meu escudo e o meu poderoso salvador. Ele é a
minha torre alta, o meu abrigo seguro. És o meu salvador, que me salva dos
violentos”. 2
Samuel 22:2,3
Este cântico, talvez tenha sido o último que
Davi tenha composto, pois estava vivendo o crepúsculo de sua existência. Davi
vivia a dor e a tristeza da perda do filho Absalão, sofria com a seca que por
três anos abatia a nação de Israel e para completar a cena, os inimigos de toda
vida, os filisteus, voltavam a perturbar sua vida. A conspiração do filho, a
calamidade do tempo e a peleja contra os filisteus, o havia deixado muito
fatigado.
Assim, o cântico acima revela a confiança de um
homem, que mesmo sofrendo com as grandes angústias da vida, continua entendendo
que seu único e suficiente refúgio seria o Senhor seu Deus. Davi nos ensina que
mesmo que as lágrimas e a irreversibilidade da morte inundem nossos olhos e
façam sangrar de tristeza o nosso coração, a rocha que nos sustenta, o abrigo
de paz e consolo que precisamos está no Senhor. Mesmo que as dificuldades
materiais, a escassez e o vazio de nossas mãos tragam angústia e incertezas a
nossa vida, Davi nos ensina a continuar confiando em nosso poderoso salvador.
Se estivermos ameaçados pelo inimigo, que nos cerca insistentemente, minando as
nossas forças dia a dia, os nossos olhos precisam estar voltados para aquele
que pode nos trazer esperança e fortalecer as nossas mãos e firmar nossos pés
na caminhada da vida. Leia o cântico acima novamente e reflita em cada palavra
dele, em cada frase e expressão poética e encontraremos o homem segundo o
coração de Deus, que mesmo quando todas as coisas parecem conspirar contra
sua vida, ele descobre que o Senhor continua a ser um escudo, a
sua fortaleza e seu refúgio.
Rev. Fred Souto
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