“Bem-aventurados os misericordiosos, porque
alcançarão misericórdia”. Mateus
5:7
Quando Deus
sacia a nossa fome e nossa sede de justiça, olhamos para o outro com olhos
de misericórdia, a mesma que nos agraciou. A misericórdia que revela o imenso
amor com o qual Deus nos amou. As
bem-aventuranças são frutos da operação do Espírito
Santo em nós e não podem estar separadas e, sim, unidas no mesmo propósito
divino, de nos fazer bem-aventurados discípulos de Jesus. Quando olho o que sou, vejo que ninguém pode me ofender
mais, me odiar mais, pode me machucar mais, por isso, anelo pela justiça de Deus na minha vida, pois a minha não é
suficiente para produzir uma justiça completa. Esta fome e sede que nos levará
a uma reconciliação com Deus,
endireitando a nossa situação diante d’Ele
e nos proporcionando uma nova vida. Diante desta certeza, o que nos resta,
senão misericórdia? A mesma que nos foi dada e que deverá ser a mesma que
ofereceremos. Ser misericordioso como Cristo
foi conosco. Olhar nos olhos e dizer: “Pai não impute nenhuma culpa a eles,
porque não sabem o que fazem”. Como Estevão foi, enquanto era apedrejado: “Senhor não lhes impute este pecado”!
Esta é a condição de um crente autêntico, que sente compaixão pelos pecadores e
são misericordiosos com suas ofensas, com suas traições, pois eles não sabem o
que fazem. Não podemos ser perdoados, se não possuirmos um espírito perdoador,
que nos é dado pela ação da graça divina em nós. Quando ela se manifesta, lança
o perdão em nossos corações, mas também nos torna misericordiosos. Se já fui
perdoado então perdoo, se não perdoo, é porque também não me sinto ou não fui
perdoado. O Senhor Jesus espera que a
misericórdia seja uma característica marcante de nossa personalidade
transformada pela ação da palavra de Deus.
Que o nosso coração e mente esteja em comunhão com a vontade do Senhor Jesus.
Rev. Fred Souto
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