“Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me
escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a
iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão
diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita”. Habacuque 1:2,3
Quantas vezes, diante do Senhor, temos este mesmo clamor nos lábios que o profeta teve? Em
meio às dificuldades de nossa vida e as aflições que tomam nosso coração, não
conseguimos ver nenhuma possibilidade de ter a nossa esperança acolhida pelo Senhor, clamamos como o profeta: “onde
estás ó Deus, que não me escutas?”.
Até quando? É a pergunta que permeia a nossa
mente e enfraquece a nossa fé, fazendo com que os nossos olhos busquem a
justiça de Deus como resposta para o nosso
clamor. Entretanto, precisamos ter em mente que não há outro lugar onde
encontrar as respostas para nossas dúvidas, medos, temores e falta de
esperança, que não seja no Senhor.
Nestes dias, se não tivermos a certeza inabalável que o Senhor é por nós, os nossos olhos turvarão em lágrimas e o nosso
coração se esvaziará de esperança,
fazendo com que a nossa mente busque as respostas nas possibilidades limitadas
de nossas próprias mãos. Mesmo que nestes dias nós tenhamos o sentimento do
profeta de que Deus não nos escuta,
mesmo que não haja salvação à vista, ou que em nossos olhos só enxerguemos
destruição, precisamos confiar que somente quando estivermos sob a vontade de Deus estaremos seguros. Só adquirimos
esta fé em meio às tribulações de nossa vida, por mais que desejemos nos livrar
delas. Elas nos farão perseverar, ter experiências com o Pai, fazendo-nos renovar a nossa esperança todos os dias, um passo
de cada vez, uma glória após outra, uma vitória de cada vez, para que possamos
construir a nossa maturidade de fé, pois provaremos do cuidado do Senhor com nossa vida.
Rev. Fred Souto
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