“Aquele que é a
Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai,
cheio de graça e de verdade”. (João 1:14)
“A Palavra tornou-se carne.” Nunca conseguiremos entender completamente esse ensino
relacionado à nossa salvação e à vida eterna usando a razão humana. No entanto,
devemos crer e nos apegar firmemente ao que a Escritura diz a esse respeito.
Ela afirma que Cristo, nosso Senhor, é verdadeira e naturalmente Deus ao mesmo tempo em que é verdadeira
e naturalmente homem. A Bíblia diz
que, em sua essência divina, Cristo é
coigual com o Pai. Os hereges têm lançado dúvidas quanto à dupla natureza –
divina e humana – de Cristo. Durante
a existência dos apóstolos, alguns hereges reivindicavam que Cristo não era Deus. Séculos mais tarde, outros afirmavam que ele não era humano.
Alguns dos nossos contemporâneos têm ensinamentos semelhantes. Eles afirmam
que, por ter sido concebido somente pelo Espírito
Santo, Cristo não poderia ter sido um ser humano como nós, com o mesmo tipo
de corpo que nós temos. Eles insistem que, por ter sido homem do céu, seu corpo
deve ter sido do céu também.
Por isso, exorto urgentemente os cristãos a estarem
alertas contra grupos religiosos dissidentes. Se Cristo não é verdadeira e naturalmente Deus, nascido na eternidade do Pai, e se ele não é o Criador de todas as criaturas, então
estamos condenados. De que vale o sofrimento e a morte de Cristo para nós se ele era apenas um ser humano, como você e eu? Se
fosse assim, ele não venceria o Diabo, a morte nem o pecado. Ele teria sido
fraco demais para eles e nunca conseguiria nos ajudar. Precisamos de um Salvador que é verdadeiro Deus e Senhor sobre o pecado, a morte, o
inferno e o Diabo. Cristo é eterno em
natureza, nada falta em seu ser, perfeito em todos os aspectos.
Retirado de
Somente a Fé – Um Ano com Lutero.
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